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Fantasia de infinito

por Felipa Monteverde, em 18.12.12

Iniciei no tempo a fantasia do infinito.

Olhei as minhas mãos, já cansadas e doridas

e arrumei na gaveta dos segredos o desejo que

sentia. Nada mais quero

a não ser a fantasia de querer o infinito.

Nos meus sonhos nada mais cabe agora.

 

As minhas mãos cansaram-se da procura

de buscar algo incerto que não lhes pertence.

E nem sei o que seria, o que buscavam 

num tempo que não as reconhece.

Um tempo que esqueci e onde me enterrei.

Ou me enterraram. Mas nada importa agora

iniciei nesta sepultura a fantasia do infinito.

Prosseguirei até o encontrar.

 

Felipa Monteverde

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publicado às 00:12


1 comentário

De Ailime a 24.01.2013 às 21:40

Felipa , um maravilhoso poema de confiança e esperança nessa sua sede de infinito. Adorei. Bjs Ailime

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