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A carta

por Felipa Monteverde, em 07.11.12

A carta nunca teria sido escrita

se não fossem os ciúmes a ditarem-na.

Uma carta amarga e espinhosa

que em cada letra transportava o fel

que lá puseram os seus olhos.

 

Olhos de ver tudo... até sorrisos

que não existiam, carinhos nunca mostrados

beijos que jamais foram trocados.

 

Era o ciúme um animal feroz que a atacara

e ela abandonara-se às suas garras

dilacerara nas suas presas o coração.

 

Traidor, o ciúme.

Traidor também o amor, que doía demais

que fazia doer tanto o seu peito.

Traidor também ele, que permitira

que o ciúme a atacasse sem que se pudesse defender.

 

Perante tanta traição, restara-lhe escrever a carta

ditada pela amargura que o ciúme colocara

no seu coração. Alguém a leria?

Dúvidas que tinha, certezas lhe darão...

 

Felipa Monteverde

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publicado às 23:01


1 comentário

De Ailime a 24.01.2013 às 21:29

A sua produção poética é inesgotável. Adorei este poema muito embora o tema que versa. Beijinhos Ailime

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