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A carta II

por Felipa Monteverde, em 11.12.12

Calei o medo e iniciei a carta.

A carta que nunca deveria ter escrito.

 

Por vezes sente-se urgência

em despachar sentimentos

revoltas ou amargas lembranças e traições.

Mas, pobres corações enamorados,

que mesmo sabendo-se amados

sofrem tantas e tantas desilusões.

 

O tempo passa e a desconfiança aumenta.

Por vezes o tempo consegue acalmá-la

mas quando não consegue acontece um furacão

dentro do coração que a acalenta.

 

E sofre-se.

Escrevem-se cartas de despedida.

E em cada missiva a cruel certeza

de que não é um adeus que se deseja.

 

Felipa Monteverde

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publicado às 23:53


1 comentário

De Ailime a 24.01.2013 às 21:31

Felipa , e que verdades este seu belíssimo poema encerra. Lindo ! Beijinhos Ailime

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